segunda-feira, 23 de junho de 2008
Cavalos
O cavalo (do latim caballu) é um mamífero hipomorfo, da ordem dos ungulados, uma das sete espécies modernas do gênero Equus. Esse grande ungulado é membro da mesma família dos burros e das zebras, a dos equídeos. Todos os sete membros da família dos equídeos são do mesmo gênero, Equus, e podem relacionar-se e produzir híbridos, não férteis, como as mulas. Os cavalos têm longas patas de um só dedo cada. Os cavalos (Equus caballus) são perfeitamente adaptados a diversos desportos e jogos, como corrida, pólo, provas de ensino ou equitação, ao trabalho e até à equoterapia (recuperação da coordenação motora de certos deficientes físicos).
Esses animais dependem da velocidade para escapar a predadores. São animais sociais, que vivem em grupos liderados por matriarcas. Os cavalos usam uma elaborada linguagem corporal para comunicar uns com os outros, a qual os humanos podem aprender a compreender para melhorar a comunicação com esses animais. Sua longevidade varia de 25 a 30 anos.
O cavalo teve, durante muito, tempo um papel importante no transporte; fosse como montaria, ou puxando uma carruagem, uma carroça, uma diligência, um bonde, etc.; também nos trabalhos agrícolas, como animal para a arar, etc. assim como comida. Até meados do século XX, exércitos usavam cavalos de forma intensa em guerras: soldados ainda chamam o grupo de máquinas que agora tomou o lugar dos cavalos no campo de batalha de "unidades de cavalaria", algumas vezes mantendo nomes tradicionais (Cavalo de Lord Strathcona, etc.)
Como curiosidade, a raça mais rápida de cavalo, o famoso thoroughbred (puro sangue inglês) alcança em média a incrível velocidade de 17 m\s(60 km/h).Descendente de uma linha evolutiva com cerca de sessenta milhões de anos, numa linhagem que parece ter-se iniciado com o Hyracohteriun - um animal primitivo com cerca de 40 cm de altura. Os antecessores do cavalo, são originários do Norte da América mas extinguiram-se aí por volta do Pleistoceno há cerca de cento e vinte mil anos. Os cavalos selvagens originais eram de constituição mais robusta do que as raças de membros esguios que existem na actualidade.
A evolução do cavalo.
Há cinquenta milhões de anos atrás, uma pequena criatura semelhante a uma lebre, possuindo quatro dedos nas patas dianteiras e três em cada pata traseira, corria através de densas e úmidas vegetações rasteiras, alimentando-se de suculentas plantas e pastagens. Pelo fato de poder fugir e esconder-se de seus destruidores, o pequeno mamífero conseguiu prosperar. Esse animal era Eohippus, o antecessor do cavalo moderno.
Poucos animais possuem um registro tão antigo e completo como o cavalo. Através do estudo de sua história, toma-se conhecimento dos efeitos causados pela crescente mudança do meio-ambiente na batalha do animal pela sobrevivência e das adaptações que foram sendo necessárias durante o processo de sua evolução. Com a mudança gradual do clima, a terra se tornou mais seca, e os pântanos foram cedendo lugar a extensas planícies gramadas. De Eohippus, no espaço de vinte milhões de anos aproximadamente, evoluiu Mesohippus, maior e mais musculoso, possuindo três dedos e patas mais longas. Seus dentes, ligeiramente modificados, eram mais adequados para puxar a grama do que para pastar nos arbustos e musgos dos pântanos.Outros vinte milhões de anos transcorreram, e apareceu Merychippus, no qual apenas o dedo do meio, bem maior, tocava o solo quando o animal corria, sendo que os dedos laterais, assaz reduzidos em tamanho, eram usados somente em terreno molhado e pantanoso. Esse cavalo tinha o porte de um cão, com dentes notavelmente diferentes: mais adequados para triturar a mastigar. A cabeça possuía maior flexibilidade em sua base, sendo proporcionalmente mais longa do que a de seus antecessores, e assim o animal pastava com mais facilidade.
Pliohippus, o primeiro cavalo de um dedo só, apareceu na época pliocênica. Era um animal adaptado para desenvolver maior velocidade em descampados e pradarias, para evitar a captura. Estava-se, então a um passo do surgimento do Equus, o cavalo moderno, cuja estrutura de pata é formada pelos ossos do dedo central e cuja unha alargou-se enormemente, formando o casco. Equus, pequeno, mais robusto e fértil, capaz de suportar os mais rudes climas, prosperou e espalhou-se pelo mundo.
Cavalos, asnos e zebras pertencem à família eqüídea e caracterizam-se por um dedo funcional em cada pata, o que os situa entre os monodáctilos. As outras duas falanges formam a quartela e o osso metatársico, os quais são ligados pelo machinho, junta que possui grande flexibilidade, e à qual se deve a facilidade que apresenta o animal para amortecer o choque com o solo após saltar grandes obstáculos.
O machinho é responsável também pela capacidade do animal de desenvolver grande velocidade sobre terrenos ondulados e, ainda, por sua habilidade em esquivar-se agilmente de obstáculos, voltar-se sobre si mesmo e correr em sentido oposto, em verdadeiras manobras de fuga. O nascimento dos dentes acontece de maneira a permitir que os mesmos possam ser usados, sem que apresentem qualquer problema, desde o nascimento do animal até que este complete oito anos, aproximadamente.
Os cavalos, de maneira geral, são muito semelhantes em sua forma física, possuindo corpos bem proporcionados, ancas possantes e musculosas e pescoços longos que sustentam as cabeças de acentuada forma triangular. As orelhas são pontudas e móveis, alertas ante qualquer som, e a audição é aguçada. Os olhos, situados na parte mais alta da cabeça e bem separados um do outro, permitem uma visão quase circular e as narinas farejam imediatamente qualquer sinal de perigo. O pêlo forma uma crina ao longo do pescoço, possivelmente para proteção. A maioria dos inimigos do animal, membros da família dos felinos, por exemplo, costuma saltar sobre o dorso do cavalo e mordê-lo no pescoço.
Cavalos selvagens foram difundidos na Ásia e Europa em épocas pré-históricas, mas as vastas manadas foram se esgotando através das caçadas e capturas para domesticação. O Tarpan (cavalo selvagem da Tartária) sobreviveu até 1850 na Ucrânia, Polônia e Hungria, países de onde se originou. Acredita-se que seja o antecessor do cavalo Árabe e de outros puros-sangues. Pequeno, tímido e veloz, o Tarpan possuía uma pelagem longa e de tonalidade cinzento-pálida, com uma faixa negra sobre o dorso. A crina era ereta e a cauda coberta por pêlos longos e ásperos. Evoluiu durante a época glacial, quando os cavalos que viviam em florestas foram forçados a se deslocar para o sul, onde, então, cruzaram-se com os animais locais, que viviam em planícies. Desde 1932, esforços têm sido desenvolvidos no sentido de recriar o Tarpan, e vários parques zoológicos já possuem grupos de Tarpans. Os pequenos cavalos representados nas pinturas de cavernas em Lasceaux, França, são, quase certamente, Tarpans.
O cavalo-de-przewalsky é a última espécie sobrevivente de cavalo selvagem.
O Przewalski teve seu nome derivado do explorador russo que descobriu uma imensa tropa dessa raça em 1881. Também conhecido como cavalo-selvagem-da-mongólia, foi quase completamente extinto no fim do século, e os sobreviventes são cuidadosamente conservados cativos e em estado selvagem. O cavalo-de-przewalski é um animal baixo e compacto, de coloração clara como a areia, possuindo uma listra negra sobre o dorso e uma crina negra e ereta. A cauda é negra e coberta por pêlos. Possui também protuberâncias, conhecidas como calosidades, na face interna das pernas. Sendo um animal fértil e de rápido amadurecimento, não deveria ser difícil manter um núcleo saudável de reprodutores para que fossem novamente supridas as áreas nas quais viviam originalmente.
Por volta do ano 2000 a.C., o homem começou a usar o cavalo para propósitos outros além daquele da alimentação, e, devido à sua intervenção no esquema natural das coisas, o processo evolutivo foi acelerado por seleção artificial, dando origem assim à grande diversidade de raças, tamanhos, formas e pelagens, que pode ser apreciada nos tempos atuais.Um velho ditado inglês diz a good horse is never a bad colour, o que significa, aproximadamente, que se o cavalo é bom, sua pelagem será necessariamente boa. Mesmo assim, existem muitas superstições associadas à pelagem do cavalo: os cavalos zainos são populares e tidos como constantes e dignos de confiança, enquanto que os negros são considerados bastante nervosos e pouco seguros. Os tordilhos têm a reputação de temperamentais e os alazões, de serem teimosos e excitáveis. Na realidade, há muito pouco de verdade em tudo isso, e existem cavalos nas mais diversas tonalidades, o suficiente para satisfazer a todos os gostos.
Zaino - é uma tonalidade rica e brilhante de castanho, aproximando-se da cor do mogno polido. Os cavalos zainos podem ter uma única tonalidade em todo o corpo ou podem ter crina, cauda e patas negras, quando são, então, propriamente descritos como zainos com pontos negros. Os cavalos dessa pelagem são tidos como muito espertos e são geralmente fortes e bem dispostos.
Zaino negro - varia de tonalidade desde o zaino até quase o negro e, se houver alguma dúvida quanto à sua pelagem, a melhor maneira de desfazê-la é através do exame de pêlos curtos e finos encontrados no focinho. O zaino negro é tido como o cavalo ideal para shows, passeios e caçadas.
Negro - Apesar de ser atraente, muitas pessoas sentem-se predispostas contra ele por causa de sua fama de ser indigno de confiança. Outro motivo para a prevenção, possivelmente, reside no fato de os cavalos negros terem sido sempre usados nos funerais, antes do aparecimento do carro funerário motorizado.
Alazão - pode variar sua tonalidade entre uma extensa gama de tons castanho-avermelhados. O mais escuro possui um tom quase arroxeado, enquanto que o mais claro é brilhante, possuindo um profundo tom ouro-avermelhado. Os alazões normalmente possuem marcas de tonalidades diversas. Podem apresentar crina, cauda e pintas castanhas ou negras, ou ainda, ter crina e cauda cor de palha dourada.
Lobuno - esta é a tonalidade dos cavalos e asnos pré-históricos. Várias raças mantêm essa pelagem hoje em dia e ela pode ser muito atraente, especialmente se houver pontos negros. O lobuno-dourado possui um tom levemente puxado para o tom de areia, enquanto a pelagem do lobuno-azulado é uma espécie de preto lavado, empalidecido, lhe dando reflexos azulados. A maioria dos cavalos lobunos possui uma listra sobre o dorso.
Tordilho - pode possuir círculos de pêlo negro pelo corpo, especialmente na parte traseira, dando-lhe o aspecto de um antigo cavalinho de balanço. Os tordilhos negros têm grande quantidade de pêlo negro espalhado pelo corpo, geralmente escurecendo sua pelagem. Há tordilhos claros, nos quais o pêlo branco predomina sobre o negro, produzindo um efeito quase totalmente branco.
Baio - o cavalo baio não é muito comum. Um bom baio deve apresentar cauda e crina prateadas. Embora sejam atraentes, os baios, como acontece com animais de tonalidade pouco vibrante, não são muito indicados para a equitação em geral.
Rosilho - é o termo usado para denominar os animais com duas ou mais pelagens misturadas, que podem possuir diversas tonalidades dependendo da proporção dos vários pêlos que as compõem. O rosilho avermelhado é constituído por pêlo vermelho, amarelo e branco; o rosilho-azulado, por pêlo negro, amarelo e branco; o rosilho-alazão, por pêlo castanho, amarelo e branco.
Oveiro - os cavalos oveiros podem ser do tipo piebald quando possuem pêlo branco coberto por manchas negras grandes e irregulares; skewbald, se as manchas forem castanhas, escuras ou avermelhadas, sobre um fundo também branco; e add-coloured, caso as manchas de duas ou mais tonalidades estão presentes sobre o fundo branco. Os animais oveiros são muito procurados pelos circos.
Branco - os cavalos brancos podem ser tordilhos muito velhos, cuja pelagem tende a embranquecer com a idade, ou albinos, caso em que possuem olhos rosados e pele sem pigmentação. Os cavalos conhecidos como brancos são, de fato, tordilhos na maioria dos casos.
Palomino ou baio branco - os palominos têm uma coloração dourado-clara, não apresentam marcas em seu pêlo e suas crinas e caudas são abundantes e soltas, quase brancas. A tonalidade varia de acordo com as estações do ano. A pelagem se torna mais clara, quase branca, durante o inverno, voltando a aparecer o tom dourado com o renascimento da pelagem de verão.
Pintado - os cavalos pintados spotted podem possuir manchas de qualquer tonalidade e dispostas da maneira mais variada possível. Como são raros, seu preço é muito alto. Leopardo-pintado é o termo dado ao animal que apresenta manchas negras e bem definidas, uniformemente espalhadas sobre um fundo branco.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Tartaruga
A característica mais distintiva do grupo é a presença de uma carapaça óssea, formada pela expansão e união de algumas vértebras e das respectivas costelas. A carapaça serve de protecção ao animal
A ordem Testudinata subdivide-se nas subordens Pleurodira e Cryptodira, conforme a posição do pescoço quando a cabeça se encontra dentro da carapaça.Do mesmo modo que para as tartarugas terrestres, poderá ser o próprio dono a construir o aquário para as suas tartarugas aquáticas. No entanto, se não é muito experiente nestas andanças recomendamos a aquisição de um aquário já completamente montado. Em qualquer uma das opções é útil saber como ele é constituído pelo que de seguida poderá encontrar uma descrição. Para as tartarugas aquáticas, uma vez que são nadadoras exímias, mais importante que a superfície do aquário é a profundidade (submersa) do mesmo. A largura deve ter aproximadamente o triplo da carapaça em tamanho adulto e o comprimento o quíntuplo. No que toca ao nível da água, este deve ter no mínimo 25 cm de profundidade. Deste modo a tartarugas poderá nadar activamente por todo o aquário.Toda a estrutura deverá ser em vidro e o fundo é constituído por uma camada de areia lavada, um esconderijo tipo telha convexa (submersa) e um ramo que cruze o aquário e esteja parcialmente emerso. Havendo espaço, pode também criar um local de repouso à superfície através de uma placa de cortiça. Para aquecer a água (se tal for necessário) utilize um aquecedor em vidro ou metal com termostato à venda nas lojas da especialidade (se for de vidro proteja-o da tartaruga). Para manter a água em perfeitas condições deve também incluir um filtro de água e uma bomba de água (os seus mecanismos devem funcionar fora do aquário para evitar vibrações danosas para o habitat da tartaruga). A disposição dos elementos no aquário não deve ser alterada pois isso constituiria um grave retrocesso no processo de ambientação da tartaruga ao novo modelo de vida.A iluminação deve ser composta por uma lâmpada fluorescente cilíndrica (para iluminação comum), um projector de luz e uma lâmpada de raios ultravioletas (em substituição do sol).A cobertura também poderá ser em vidro ocupando, no entanto, apenas dois terços da superfície. Desta forma permite, por um lado uma ventilação eficaz (sem correntes de ar) e por outro a não filtragem dos raios ultravioleta provenientes da iluminação (quer natural quer artificial).Depois de ter o aquário completamente montado e preparado para receber o novo companheiro, coloque-o num local bem iluminado (não exposto ao sol o dia inteiro), calmo e longe de correntes de ar (as tartarugas não têm nenhum mecanismo de compensação térmica). Em virtude de do perigo que representam, todos os elementos eléctricos devem estar de acordo com as normas vigentes e fiscalizados periodicamente. Recomendamos também que recorra a um técnico de electricidade para a montagem de um dispositivo de corte automático de corrente eléctrica em caso de anomalia.Quando receber a sua tartaruga em casa, recomendamos que seja providenciado um aquário para que esta possa passar algumas semanas de quarentena. Este não deve ter qualquer elemento decorativo mas apenas um local onde a tartaruga se possa abrigar, tipo uma telha de cumeeira com a parte convexa fora de água. Desta forma criamos um abrigo. Antes de colocar a tartaruga em quarentena deve ser-lhe dado um banho de cerca de quinze minutos pois deste modo a água do aquário manter-se-á limpa durante um período mais longo.A análise à eventual presença de vermes é efectuada a partir das fezes do animal. Devem ser efectuadas recolhas em três dias seguidos em recipientes assépticos e especiais para o efeito. Para melhor proceder à recolha das fezes aconselhe-se sempre junto do seu veterinário e verifique se este tem capacidade para efectuar este exame. Após comprovar que ela se encontra em perfeito estado de saúde pode colocá-la no aquário que com tanta dedicação preparou para ela. A hibernação é um estado em que todos os sistemas e orgãos do corpo, como a respiração, o batimento do coração e o movimento em geral, ficam a funcionar nos seus limites mínimos. Deste modo, os animais conseguem ultrapassar o período frio de inverno, gastando o mínimo de energias e mantendo-se vivos recorrendo a uma camada de gordura que acumularam na restante parte do ano.Com o fechar do Outono e a diminuição da intensidade da luz, a tartaruga vai tendencialmente reduzindo a sua actividade, permanecendo mais tempo no refúgio e nos locais mais escuros com a cabeça esticada. O seu apetite vai mesmo diminuindo até desaparecer por completo.Embora enquanto animal de companhia a tartaruga não necessite de hibernar, apresentámos alguns cuidados a ter se entretanto for essa a sua opção. Nesse caso consulte sempre um veterinário especialista em répteis que lhe dará todas as indicações necessáriasUm mês antes do período de hibernação deve levar a tartaruga ao veterinário para que seja efectuado um check-up total. Como durante o Outono ocorrem evacuações abundantes, não existe necessidade de dar um banho prévio como acontece nas tartarugas terrestres. De seguida deve criar as condições ideais para a hibernação desligando o aquecimento e a iluminação do aquário (não desligue o filtro e a ventilações pois deste modo pode deteriorar as condições de vida da tartaruga). Mantenha a água abaixo dos 18ºc durante alguns dias até que a tartaruga apresente quase nenhuma actividade. Consulte sempre o seu veterinário para verificar se os seus procedimentos estão correctos. Dada a sensibilidade destes animais, qualquer erro pode ser fatal.Em virtude de do perigo que representam, todos os elementos eléctricos devem estar de acordo com as normas vigentes e fiscalizados periodicamente. Recomendamos também que recorra a um técnico de electricidade para a montagem de um dispositivo de corte automático de corrente eléctrica em caso de anomalia.Contrariamente à tartaruga terrestre que prefere uma alimentação vegetariana, a tartaruga aquática privilegia uma alimentação animal. Peixes de água doce aos pedacinhos (mas sem limpar), caracóis, gafanhotos e outros insectos podem constituir um verdadeiro pitéu. Pode também ração para carnívoros e alguma fruta (20%) ou então recorrer à alimentação enlatada que se encontra à vendas nas lojas de animais de estimação.Deve logo desde o início estabelecer um padrão alimentar regular, uma vez que a tartaruga não aceita muito bem profundas mudanças na alimentação. Dê-lhe de comer enquanto estão dentro de água pois de outro modo a tartaruga não irá comer.Paralelamente à dieta diária será necessário fornecer alguns suplementos como o cálcio, vitaminas e sais minerais que podem ser facilmente misturados na dose de comida. Relativamente às quantidades e frequência de administração deste suplementos, depende essencialmente da idade da tartaruga, porém aconselhamos uma visita preliminar a um veterinário e a leitura atenta dos folhetos dos produtos.De modo a evitar o adoecimento da tartaruga recomendamos algumas medidas profilácticas. O primeiro aspecto a considerar é que, dada a fragilidade desta espécie animal, deve-se sempre tomar as devidas precauções para que nunca esteja exposta a mudanças bruscas de temperatura. As tartarugas não têm nenhum mecanismo fisiológico de compensar assimetrias térmicas. Se a sua tartaruga estiver num ambiente de água quente, uma simples corrente de ar pode causar-lhe a morte. O segundo aspecto e igualmente importante, é a manutenção de excelentes condições de higiene de todo o aquário. Aspire frequentemente as fezes na água ou instale mesmo um filtro próprio para o efeito.Pode diariamente executar alguns testes que podem evidenciar alguma patologia na tartaruga: olhos com mucosidades, caparaça mole e/ou com imperfeições, zona do nariz húmida, fezes líquidas e apatia generalizada. Neste casos visite um veterinário.As tartarugas pertencem à ordem Chelonia dos répteis (classe Reptilia) onde estão também incluídas outras espécies como os crocodilos. Estes animais são extremamente sensíveis e requerem cuidados muito especiais. Mais do que lhes prestar cuidados físicos, é importante conhecer a fundo o seu modo de vida, as suas reacções e as suas necessidades. Quando enquadradas num ambiente doméstico facilitador de uma boa qualidade de vida, uma tartaruga pode viver mais de 60 anos, sendo deste modo um amigo que acompanha o seu dono praticamente durante toda a vida. Antes de adquirir uma tartaruga pense bem se vai ter disponibilidade suficiente para se dedicar ao seu animal de estimação. Uma tartaruga não tem qualquer necessidade de viver em sociedade pelo que para iniciado recomendamos mesmo a aquisição de uma única tartaruga. Desta forma poderá facilmente ganhar experiência e mais tarde então, presentear a sua tartaruga com companheiros. Ao juntar tartarugas com uma que habitualmente vivia só tome algumas precauções para que a integração seja pacífica. Como qualquer animal selvagem, a tartaruga tem uma tendência natural para demarcar o seu território e fazer a vida difícil a potenciais intrusos.A escolha do sexo não tem grande importância, no entanto, se for importante para si, tente comprar um exemplar já quase adulto, pois será mais fácil detectar o seu sexo. Comparando dois exemplares com tamanho idêntico, o macho tem a cauda mais comprida e geralmente as unhas das patas dianteiras mais compridas que as fêmeas que mesma espécie.Relativamente à idade, deverá sempre tentar comprar um exemplar perto da idade adulta. No entanto, não sabendo a data de nascimento pode sempre fazer um cálculo meramente empírico sabendo que ao final de três anos, a tartaruga já atingiu um terço do tamanho final.Para avaliar o estado de saúde da tartaruga que vai comprar analise com cuidado a carapaça - não pode estar mole nem deteriorada; os olhos e nariz devem estar limpos e não apresentar corrimentos; os olhos devem estar abertos e brilhantes.Quando a carapaça se apresenta mole, isto pode, provavelmente, ser causado por deficientes níveis de cálcio e/ou por falta de raios ultravioleta. Se for numa situação inicial, pode ser resolvido através de uma dieta especial rica em cálcio e de exposições frequentes a raios UV, se estiver já numa fase avançada o animal pode mesmo Ter que receber injecções de cálcio. Em qualquer um dos casos consulte sempre um veterinário.Pode acontecer que por qualquer acidente (queda ou esmagamento por exemplo) esta se parta. Neste caso deve ir imediatamente a um veterinário, pois se a assistência for rápida, o anima tem francas hipóteses de se curar.Esta situações poderá ser causada por uma infecção na zona intestinal e pode ser tratada através de medicações específica que o seu veterinário lhe receitará após analisar as fezes do animal. Deve também efectuar uma desinfecção profunda a todo o terrário.Causado por correntes de ar a que as tartarugas são especialmente sensíveis, pode ser facilmente detectado pela respiração ruidosa da tartaruga e pelo aparecimento do bolhas no nariz e garganta. Deve recorrer rapidamente a um veterinário.O intestino sai da cloaca por alguma disfunção, tendo a tartaruga que ser operada rapidamente. Nas tartarugas aquáticas existe um comportamento semelhante mas não do intestino mas sim do pénis. Nesse caso a situação normaliza passado alguns minutos sem ser preciso intervenção cirúrgica. Em condições normais não apresentará qualquer doença, uma vez que é uma situação normal nos répteis. No entanto, se a muda for anormal (aos pedaços por exemplo) deve recorrer imediatamente a um veterinário, pois podemos estar perante a acção de ácaros ou carraças. As tartarugas que habitualmente coabitam com o Homem como animal de estimação podem ser divididas entre Tartarugas Terrestres, Tartarugas dos Pântanos e Tartarugas Aquáticas. Uma vez que cada tipo tem necessidades e especificidades próprias, poderá encontrar aqui variada informação divididas na classificação acima mencionada: terrestres, dos pântanos e aquáticas.Milhares de tartarugas jovens morrem todos os anos, devido à falta de cuidado e poucos conhecimentos dos seus donos, um dos principais erros é na compra do aquário, os aquários com uma ilhota no meio e uma palmeirinha são fatais! A tartaruga precisa de espaço para nadar e sítios para se esconder, um outro grande erro é encher o aquário com água da torneira, o cloro pode cegar as tartarugas mais jovens que acabam por falecer. Se tem uma tartaruga aconselho a comprar o livro de Inês Freire de Andrade, "A Tartaruga Verde de Água Doce" que também está disponível na Internet no site A Tartaruga Verde das Manchas Vermelhas, para trocar impressões com outros donos de tartarugas pode visitar o fórum do site arcadenoe.pt
As tartarugas são répteis que se reconhecem facilmente pela presença da característica carapaça. Distinguem-se também pelo seu crânio, que é primitivo, sólido e sem aberturas temporais. Fazem parte do grupo de répteis mais primitivos, que evoluíram para a forma actual há mais de 200 milhões de anos, tendo mudado muito pouco desde então.
Juntamente com os anfíbios, os répteis representam um grupo de transição entre os vertebrados aquáticos e os terrestres, sendo os primeiros a adaptarem-se à vida em terra., para o que adquiriram algumas características específicas:
Põem ovos protegidos por uma membrana e uma casca rija que retém a humidade
A pele é coberta por escamas e tem poucas glândulas
Pulmões bem desenvolvidos
Membros locomotores que permitem andar, com garras nos dedos
A carapaça
A carapaça das tartarugas encontra-se dividida em duas metades, uma superior e outra inferior (o plastrão), unidas entre si lateralmente. Possui uma estrutura de placas ósseas, cobertas por escamas córneas, embora estas não existam em algumas espécies.Em algumas espécies a carapaça tem articulações que permitem ao animal recolher a cabeça e membros para o seu interior e assim conseguirem uma protecção eficaz.
A carapaça é um eficaz meio de defesa contra predadores, pancadas ou condições ambientais adversas. Para além disso, funciona como um meio de camuflagem pois assemelhando-se nas cores e nas formas ao meio ambiente, permite à tartaruga passar despercebida aos olhos dos predadores.
A carapaça pode apresentar diferentes formas e coloração de acordo com o modo de vida do animal. As tartarugas marinhas tendem a ter carapaças mais lisas e hidrodinâmicas para nadarem mais facilmente; as de carapaça mole são mais achatadas e não têm escamas, porque se escondem sob a areia ou lodo; as terrestres têm carapaças mais volumosas para se defenderem dos predadores.
Onde vivem as tartarugas ?
As tartarugas colonizam os habitats mais diversos no mundo actual, encontrando-se em todos os continentes com excepção da Antártida. As tartarugas marinhas ocorrem predominantemente nas águas tropicais e subtropicais dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.De acordo com os diferentes de habitat que colonizam, as tartarugas podem ser divididas em terrestres, marinhas e semi-aquáticas:
Marinhas – vivem exclusivamente no mar, apenas saindo da água para efectuar a postura em terra
Semi-aquáticas – vivem perto de massas de água doce, onde buscam refúgio e alimentação (tartarugas de água doce)
Terrestres – vivem exclusivamente em terra.Esta espécie é natural da América do Norte, aparecendo em locais distintos como pântanos, rios e lagos, por todo o território.As tartarugas de face rosada aquáticas são as mais comuns como animais de companhia e são também aquelas que com mais facilidade poderá encontrar à venda.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Focas

As focas são carnívoras e alimentam-se de peixes e cefalópodes. Geralmente, reproduzem-se em colónias.
O seu sentido de visão e olfacto é extremamente desenvolvido. Os seus sentidos combinados com o seu corpo aerodinâmico permitem que as focas se movam rapidamente pela água, o que a torna um exímio predador. Como a maioria dos carnívoros, os seus dentes da frente são afiados, mas seus molares fecham-se de uma maneira que lhes permite peneirar Krill (uma espécie de camarão invertebrado) da água.
Elas se alimentam de uma grande variedade de animais: lulas, pinguins, krill, peixes oceânicos, e com menos frequência pequenas focas.
Quando caça pinguins, a foca leopardo patrulha as águas perto das bordas dos icebergs, quase completamente submergida, esperando que as aves entrem no oceano. Eles matam as aves marinhas, agarrando-os pelas barbatanas e empurram os seus corpos contra o gelo repetidas vezes, até que eles estejam mortos e esfolados.
Em 2003 uma foca-leopardo apanhou uma bióloga mergulhadora e matou-a. Mesmo que alguns ataques de focas-leopardo já tenham sido anteriormente documentados, este foi o primeiro que resultou em morte.
Obtido em http://pt.wikipedia.org/wiki/Foca-leopardo
Sua população total está estimada em 600.000 indivíduos. A Foca de capuz, juntamente com a Foca da Groenlândia, é acusada pelos pescadores canadenses de não deixarem os bancos dos peixes se recuperarem, afetados pela exploração excessiva. Suas populações foram caçadas por Russos, canadenses, noruegueses e por islandeses.São caçadas desde a década de 40 de forma intensiva na área conhecida como “Front” na costa de Labrador e Terranova (Canadá).Atualmente o governo canadense autoriza a caça de 10.000 animais por ano. O não cumprimento destas cotas, devido a falta de controle por parte do governo canadense, em 1996 mataram 25.000 animais, quase o triplo do permitido. A caça por parte dos russo e noruegueses ocorre na primavera. Na Noruega, a cota de caça anual de exemplares adultos em 2001 foi de 10.300 animais (1,5 filhote é igual a um adulto). A indústria norueguesa de peles de foca está diminuindo muito, , mas os caçadores de pele tentam fazê-la viável novamente. Na Rússia se estima uma média de 2.400 capturas entre 1986-1995. Posteriormente, se autorizou a caça de 4.000-6.000 focas de capuz para caça de subsistência na Groenlândia. Os caçadores da Islândia abatem um número desconhecido de focas de capuz anualmente.
A foca-monge-das-caraíbas media entre 2,20 e 2,40 metros de comprimento e pesava em torno de 130 kg. A sua pelagem era castanha no dorso, esbatendo-se para branco amarelado na barriga; as crias nasciam totalmente negras. As fêmeas tinham 4 glândulas mamárias, em vez de duas como as restantes focas. Os hábitos de reprodução da foca-monge são desconhecidos e sabe-se apenas que davam à luz uma única cria em torno do mês de Dezembro.
Estes animais alimentavam-se de peixe, cefalópodes e crustáceos e eram activos sobretudo de manhã cedo e ao crepúsculo. Os seus únicos predadores eram os tubarões caribenhos e, mais tarde, o Homem. A foca-monge era muito lenta e desajeitada em terra e, por isso, supõe-se que não tivesse predadores fora de água.
O primeiro contacto de europeus com a foca-monge-das-caraíbas foi através de Cristóvão Colombo em 1493, que descreveu os animais como lobos-do-mar e anotou o interesse económico da espécie. Com a chegada dos colonos, a foca-monge começou a ser caçada pela pele, pela sua gordura e também como alimento. Mais tarde gerou-se a idéia que esta foca era uma ameaça à conservação dos bancos de peixe e iniciou-se uma campanha semi-organizada para erradicar a competição. Os pescadores foram bem sucedidos e a foca-monge tornou-se rara. O último registo visual de um animal desta espécie foi em 1932, ao largo da costa do Texas.
Devemos, muitas vezes nos envergonhar de nos considerar seres humanos ( Homo sapiens). Não existe sapiência nenhuma nesse massacre.
Isso é a realidade dos casacos de pele - e são apenas os filhotes!!! Como esse abaixo!!!!!!! Achas justo????????? Desejas um????? Então carregue consigo a morte de mais um mamífero em extinção!! Isso é o Canadá - grande país!!! Subdesenvolvido ecologicamente, num planeta com grande número de espécies em extinção e quase 10 bilhões de Homo sapiens
Fonte: http://www.herbario.com.br/
As focas são carnívoras e alimentam-se de peixes e cefalópodes. Geralmente, reproduzem-se em colónias.
A família Phocidae inclui os seguintes géneros:
Monachus (foca monge) Mirounga (elefante-marinho) Lobodon (foca caranguejeira) Leptonychotes Hydrurga (foca leopardo) Ommatophoca Erignathus Phoca (foca, no sentido estrito) Halichoerus Cystophora
Fonte: pt.wikipedia.org
Ordem: CARNIVORA
Família: Phocidae
Distribuição e Habitat
Vivem nas águas costeiras do Atlântico Norte e do Pacífico Norte. Aparecem tipicamente em bancos de areia, embora também possam ser encontradas em costas rochosas.
A pelagem é cinzenta e mesclada de vários tons, do cinzento-claro ao negro.
Os machos medem 1,3 a 1,95 metros de comprimento e pesam cerca de 100 kg. As fêmeas são ligeiramente mais pequenas e leves. As focas-comuns (tal como as restantes focas e mamíferos marinhos, em geral) possuem uma espessa camada de gordura sob a pele, que as protege do frio. A cabeça é grande relativamente ao corpo e apresenta narinas em V.
Ao contrário dos leões-marinhos, as focas não têm orelhas, sendo esta uma das características que mais facilmente distingue estes dois grupos de animais. Estão muito bem adaptadas à locomoção na água e deslocam-se com dificuldade em terra, arrastando o corpo no solo com o auxílio das barbatanas anteriores.
São essencialmente sedentárias, embora a área de alimentação seja bastante variável. Quando em terra, juntam-se em grandes grupos, com cerca de 1000 indivíduos.
Alimentam-se de peixes, lulas e crustáceos. Os juvenis ingerem sobretudo crustáceos.
A corte e o acasalamento decorrem na água. O acasalamento dá-se após o desmame da cria nascida nesse ano. O período de gestação dura 10,5 a 11 meses, incluindo um período de 45 a 90 dias de implantação retardada. A altura dos nascimentos varia com a localização geográfica (estes ocorrem em Fevereiro, na Baixa Califórnia; em Março ou Abril, na Califórnia; em Junho ou Julho, na Europa, no Norte do Pacífico e na região árctica do Atlântico Norte). A fêmea pare uma única cria, em terra firme, que é amamentada durante cerca de quatro a seis semanas.
Assim que nasce, a cria já está apta a nadar e mergulhar. A maior parte dos machos atinge a maturidade sexual aos seis anos de idade e as fêmeas aos três a cinco anos de idade.
A espécie não se encontra globalmente ameaçada (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). A poluição constitui um dos maiores factores de ameaça, quer directamente (causando problemas respiratórios) quer indirectamente (pela morte dos peixes de que se alimentam). Contudo, foram tomadas medidas de protecção, pelo que ainda é relativamente comum.
Nome popular: Foca
Nome Científico: Phoca vitulina
Distribuição geográfica: Vive nos oceanos Atlântico e Pacífico, geralmente em grandes colônias. São facilmente encontradas no Oceano Ártico
Habitat natural: É comum encontrá-las em baías de água límpida, com rochedos e areia, onde pode fugir um pouco da água fria.
Hábitos alimentares: É carnívora. Alimenta-se de peixes, moluscos e vários outros tipos de frutos do mar. Os adultos comem de 4,5 a 8,2 quilos de comida por dia
Tamanho: Até 1,80 metro
Peso: Os machos pesam cerca de 75 kg e as fêmeas, em torno de 50 kg
Período de gestação:De 9 a 11 meses. A fêmea costuma engravidar uma vez por ano
Filhotes: Um por vez. Os machos chegam à maturidade a partir dos 2 anos e as fêmeas, a partir dos 3 anos.
Tempo médio de vida: 20 anos
A foca é um mamífero da família dos focídeos.
Originalmente, a foca vivia na terra. De tanto ficar no mar, foi desenvolvendo nadadeiras e hoje passa boa parte do tempo na água. Ela até passou a andar com dificuldade.
A foca pode ir a profundidades de 100 metros nadando. Ela agüenta ficar mais de 10 minutos sem respirar.
A partir dos 5 meses, os filhotes conseguem acompanhar os adultos nos longos percursos que fazem no mar.
A foca passa o verão e o outono distante de seu local original, vivendo mais ao sul, onde encontra alimento mais facilmente.
Fonte: http://www.terra.com.br/
Pertence à ordem dos Carnívoros, à família dos Pinípedes e alimenta-se com peixes e invertrebados marinhos. Habita preferencialmente nas costas arenosas e de águas pouco profundas, sendo originária da Ásia Central. As focas estão muitíssimo bem adaptadas à vida marinha, com as suas pequenas caudas e nadadeiras anteriores e também ouvidos externos. Chega a medir dois metros de comprimento e a pesar mais de cem quilos. Têm os filhos em terra, apenas um de cada vez. O tempo médio de vida varia entre os 25 e os 35 anos, chegando mesmo a atingir 40 anos.A foca branca é muito caçada devido ao valor da pele, empregue no fabrico de casacos e outros adornos.
A foca é um mamífero pinípede, que sofreu modificações consideráveis para se adaptar à vida aquática. Os ossos dos membros tornaram-se muito reduzidos, de modo que apenas as patas sobressaem do corpo. Uma membrana liga os dedos, como numa barbatana. As narinas no alto da cabeça, permitindo que o animal respire estando a maior parte do corpo imerso, mantêm-se quase sempre fechadas, mas são providas de músculos especiais que as abrem quando o animal quer respirar. A superfície frontal dos olhos é plana, a forma mais adequada para debaixo de água produzir imagens bem focadas. Para conservarem o calor do corpo passaram a apresentar, sobre a pele, uma espessa camada de gordura. Apresentam ainda outras modificações que lhes permitem mergulhar e suster a respiração por longos períodos. O volume de sangue do seu corpo é, proporcionalmente ao tamanho, muito superior ao de qualquer mamífero terrestre e, por esse motivo, conseguem armazenar grandes quantidades de oxigénio. Além disso, quando mergulham, contraem alguns vasos sanguíneos mais importantes para que a circulação do sangue arterial fique consideravelmente limitada ao coração e ao cérebro. Simultaneamente, as pulsações descem de 100 por minuto para aproximadamente 10. Assim, o animal consegue manter oxigenados os orgãos principais. em prejuízo do resto do corpo.Para dar à luz têm que se dirigir às praias, aonde não só estão expostas aos ataques dos animais terrestres, como não encontram ali o alimento apropriado. Por isso é de toda a conveniência para a foca fêmea que as crias se desenvolvam em pouco tempo e se tornem independentes o mais rapidamente possível. O leite da foca é extraordinariamente rico - contendo 50% de gordura - e a cria aumenta de peso à razão de cerca de um quilo por dia. Como durante o período de amamentação a mãe não se alimenta, o que se verifica na realidade é que ela converte a própria gordura em leite, transferindo-a para a cria. Alguns dias após o nascimento, a fêmea acasala de novo. Porém, como o período de gestação é bastante inferior a um ano, o óvulo fecundado, ou ovo, mantém-se em princípio sem se desenvolver, sendo a implantação na parede do útero retardada por vários meses. Quando finalmente se dá a implantação, o ovo inicia o desenvolvimento e assim a cria nascerá na época de reprodução seguinte, um ano depois.O grupo das focas, que abrange mais de duas dúzias de espécies todas desprovidas de orelhas, terá evoluído de antepassados semelhantes a lontras. Os membros das focas quase lhe não são de qualquer utilidade em terra. Os anteriores são tão curtos que o apoio que proporcionam é muito reduzido, e os posteriores, como não podem ser virados para a frente, de nada lhes servem. Com efeito, fora de água, as suas patas posteriores mantêm-se geralmente com as plantas unidas, tomando o aspecto de uma cauda.A foca serve-se das barbatanas anteriores quase exclusivamente para manobrar e das posteriores para a propulsão, usando uma técnica na deslocação muito semelhante à dos peixes. A maioria das focas, quando em terra, desloca-se por ondulações no corpo. Porém, a foca caranguejeira vive sobre gelo flutuante tão escorregadio que tem de mover-se sinuosamente, à maneira das serpentes. As focas são mais abundantes nas águas polares, aonde há enormes concentrações de peixe. Existem no entanto espécies que vivem em águas mais temperadas. As focas do gérero Monachus encontram-se na Madeira e costa da Mauritânia, e possivelmente ainda no Mediterrâneo e na zona das ilhas Havaí. Algumas espécies são de pequenas dimensões - a foca do lago Baical, a única que vive exclusivamente em água doce, mede apenas um metro e meio, mas todos os grupos incluem uma espécie de grandes dimensões. O elefante marinho, a maior espécie do grupo das focas, atinge seis metros de comprimento e cerca de três toneladas de peso.
A FOCA CINZENTAA foca cinzenta,espalhada por todo o litoral do norte da Europa e da América, é menos caçada do que as outras espécies, por duas razões: ela é menos sociável que outras espécies e nunca forma colónias grandes nas praias. Além disso, os filhotes já nascem com o pelo de adultos, de um cinza vivo e com manchas escuras, ao contrário do belo pelo branco, que é o orgulho (e o infortúnio) das outras. A primeira muda de pêlo da foca cinzenta ocorre no próprio ventre materno. A foca cinzenta passa a maior parte do tempo nas águas árticas, e vem a terra apenas para dar à luz e para se aquecer ao sol. Dorme na superfície da água, acasala-se nela e só tem que mergulhar para conseguir comida, que consiste em peixes e caranguejos. O seu corpo em forma de torpedo é perfeitamente adaptado para nadar, desde as pernas que se transformaram em nadadeiras, até à cabeça redonda, desprovida de orelhas. As narinas fecham-se quando ela mergulha. Como as outras, a foca cinzenta é protegida do frio por uma camada de gordura, e por um aparelho circulatório especial.
Espécime da família dos focídeos, mamíferos carnívoros aquáticos desprovidos do pavilhão da orelha, e membros posteriores impróprios á locomoção em terra.
Na região polar, o sol da primavera já derreteu quase totalmente toda a neve, e os machos, lentamente, chegam à costa. Todos preferem ficar mais próximos da água, e brigam e se mordem, enquanto lançam gritos e mugidos. Depois de alguns dias de luta, cada um já sabe qual é o seu lugar. As fêmeas chegam com o verão, e os machos se precipitam para a água. Os primeiros que ganham o mar são os favorecidos no sentido de conquistar o maior número possível de fêmeas, que eles guiam para suas tocas. É a época do acasalamento anual.Oito a doze meses depois nascem os filhotes, de que as fêmeas tratam cuidadosamente. Costumam procriar sempre no mesmo local e para isso têm, às vezes, de atravessar a nado grandes distâncias. As "focas-peludas" só procriam nas ilhas Pribilof, no mar de Bering, defronte às costas do Alasca, e para chegar aí têm de nadar quase 5 mil quilômetros.
Está é a única foca que frequenta mares polares: ela passa o ano todo em águas quentes. A espécie mais numerosa (cerca de 5000) é também a maior em tamanho. Vive no Mediterrâneo e na costa Atlântica da África, até a Mauritania. Sua pelagem é marrom, no dorso no ventre. A espécie mais rara a das Antilhas. Seu príncipal alimento são polvos e peixes, que apanham em volta dos recifes no outono as fêmeas se reunem para parir os filhotes, que nascem cobertos de pelagem negra. Eles se desenvolvem e engordam rápidamente.
CARACTERÍSTICAS:
compimento:3metros(espècie do Mediterrânio)
2,20(espécie do Havaí)
Um único filhote por parto.
As focas-cinzentas são menos caçadas do que as outras focas, por duas causas:
As focas cinzentas são mais sociáveis que as outras espécies, e, nunca formam colônia nas praias. Os filhotes, desde que nascem já tem a pelagem de adulto.
filo: chordata
classe: mammália
ordem: pinhipedia
familía: phocidae
CARACTERÍSTICAS
comprimento: até 1,80 metros
sombrancelhas e focinho: cinza peroládo
período de gestação: 280 á 330 dias ( 11 meses )
As focas se alimentam de crustáceos, peixes e cefalópodes ( como polvos e as lulas ).
Elas possuem uma espessa camada de gordura para suportar o frio. As gestações variam entre 7 á 11 meses. A maioria das focas vivem em mares frio ou polares.
A mais feroz das focas é a foca leopardo que como pinguins. A maior foca é a foca elefante, que pesa até 4 toneladas.
Algumas espécies de focas passam a maior parte da vida em colônias nas praias, enquanto as outras como a foca harp vivem em mares abertos e fazem migrações longas e regulares. Os meses de maio e junho elas ficam em época de reprodução.
A carne e a gordura são empregadas na alimentação e combustível. A pele, duríssima, é utilizada para encobrir embarcações pequenas e fazer diversos tipos de roupas. Os ossos são transformados em instrumentos e armas. Até as vísceras são úteis, como alimento para os cães de trenó.Os pinípedes são perseguidos pelas grandes e ferozes Orcas (golfinhos carnívoros) e pelos ursos-brancos. Porém, seus inimigos mais implacáveis são os caçadores profissionais, que os matam para vender a pele e a gordura derretida: de um elefante-marinho podem-se extrair quase 1.000 litros de banha. Hoje, as leis restringem sua caça a fim de evitar a extinção.
As pequenas focas têm muito temor da água. Somente com dois meses de vida, querendo ou não, são levadas para o mar pelas mães, que as ensinam a nadar. Quando os filhotes, já robustos, se convertem em hábeis nadadores, toda a colônia regressa ao mar e efetua grandes migrações até a primavera seguinte.
As focas verdadeiras carecem de pavilhões auditivos externos. O pescoço é mais curto, menos flexível, e as nadadeiras anteriores são menos desenvolvidas. Quando estão fora d'água, locomovem-se arrastando-se pelo chão. Os elefantes-marinhos são as maiores focas e receberam esse nome não apenas devido ao seu tamanho, mas também pela presença, nos machos, de uma tromba curta ou proboscide, que pende sobre a boca.
A palavra "otária" deriva do grego e quer dizer "orelha pequena". As focas verdadeiras, da família dos Focídeos, são ditas "sem orelhas", o que é a pura verdade. Essa carência de orelhas entre os pinípedes não lhes afeta a audição, aliás, seu sentido é o mais desenvolvido. Além disso, possuem olfato bom o bastante para permitir a caça nas águas profundas, aonde chega pouca luz. "Otárias" recebem este nome por terem pavilhões auditivos externos, embora sejam pequenos e rudimentares. Esses animais elevam o corpo do solo quando se deslocam em terra e se apóiam sobre as nadadeiras anteriores e posteriores. Dividem-se em dois grupos: os leões ou lobos-marinhos e os ursos-marinhos. Os primeiros são os maiores animais desse grupo. Os ursos-marinhos são muito parecidos, mas diferem dos leões-marinhos pela pelagem interior, muito mais abundante e sedosa, e pelo focinho mais pontiagudo.
As focas são de sangue quente, possuem dois pulmões, amamentam as crias e não possuem orelhas externas. Têm, em média, 1,40 metros de comprimento e pesam em torno de 90 kg. Nas "focas-peludas", os machos apresentam a cor do pêlo mais escuro que as fêmeas. Os pés e as mãos são as nadadeiras, onde os dedos estão ligados por membranas, formando uma superfície de bom tamanho para favorecer o deslocamento na água. Tudo isso lhes permite nadar com agilidade de peixe, embora tenham a pele coberta de pêlo. O pescoço é pouco notável, parecendo a cabeça ligada diretamente ao tronco. O revestimento do corpo é uma espessa epiderme coberta de pêlos, sobre uma camada grossa de gordura que as protege do frio. Isso possibilita a elas habitarem os mares das regiões polares. As focas podem viver de 25 a 35 anos, porém, já foi registrada uma foca com 40 anos.
Nessas incursões contam com um sistema de proteção que lhes permite ficar imerso 60 metros cerca de 20 minutos, sem correr risco de asfixia nem o de rompimento dos tímpanos pela forte pressão pois, assim um moluscolos que obstitrui sua entrada.As pulsações do coração vão caindo de cem para dez por minutos e, assim, o oxigênio dos pulmões é consumidos mais letamente.No mergulho, diminui a inrigação sanguinia da pelepassando mais sangue pelo coração e cérebro, orgãos que nessecitam de oxigenação perfeito.Suas narinas são naturalmente fechadas. Importante para que não sofoquem, só se abrirem com isfors voluntário.
Características das focas
As focas são de sangue quente e amamentam as crias. Ela é a menor espécie dos oceanos, com o comprimento de 1,40 m e 90 kg. Tem geralmente a cor cinza chumbo, algumas vezes, com riscas brancas ou manchas em todo o corpo. Nas "focas-peludas", os machos apresentam a cor do pêlo mais escuro que as fêmeas.
Os pés e as mãos são as nadadeiras, onde os dedos estão ligados por membranas, formando uma superfície de bom tamanho para favorecer o deslocamento na água. Tudo isso lhes permite nadar com agilidade de peixe, embora tenham a pele coberta de pêlos.
O pescoço é pouco notável, parecendo a cabeça ligada diretamente ao tronco. O revestimento do corpo - uma espessa epiderme coberta de pêlos, sobre uma camada grossa de gordura - protege-os contra o frio e é um bom motivo para que habitem os mares da região polar. As focas podem viver de 25 a 35 anos, porém, já foi registrado uma foca com 40 anos.
Otárias
A palavra "otária" deriva do grego e quer dizer "orelha pequena". As focas verdadeiras, da família dos Focídeos, são ditas "sem orelhas", o que é a pura verdade. Essa carência de orelhas entre os pinípedes não lhes afeta a audição, aliás, seu sentido é o mais desenvolvido. Além disso, possuem olfato bom o bastante para permitir a caça na águas profundiais, aonde chega pouca luz.
"Otárias", recebem este nome por terem pavilhões auditivos externos, embora sejam pequenos e rudimentares. Esses animais elevam o corpo do solo quando se deslocam em terra e se apóiam sobre as nadadeiras anteriores e posteriores. Dividem-se em dois grupos: os leões ou lobos-marinhos e os ursos-marinhos. Os primeiros são os maiores animais desse grupo. Os ursos-marinhos são muito parecidos, mas diferem dos leões-marinhos pela pelagem interior, muito mais abundante e sedosa e pelo focinho mais pontiagudo.
Acasalamento e gestação
Na região polar, o sol da primavera já derreteu quase totalmente toda a neve, e os machos, lentamente, chegam à costa. Todos preferem ficar mais próximos da água, e brigam e se mordem, enquanto lançam gritos e mugidos. Depois de alguns dias de luta, cada um já sabe qual é o seu lugar. As fêmeas chegam com o verão, e os machos se precipitam para a água. Os primeiros que ganham o mar são os favorecidos no sentido de conquistar o maior número possível de fêmeas, que eles guiam para suas tocas. É a época do acasalamento anual.
Oito a doze meses depois nascem os filhotes, de que as fêmeas tratam cuidadosamente. Costumam procriar sempre no mesmo local e para isso têm, às vezes, de atravessar a nado grandes distâncias. As "focas-peludas" só procriam nas ilhas Pribilof, no mar de Bering, defronte às costas do Alasca, e para chegar aí têm de nadar quase 5 mil quilômetros.
Filhotes
As pequenas focas têm muito temor da água. Somente com dois meses de vida, querendo ou não, são levadas para o mar pelas mães, que as ensinam a nadar. Quando os filhotes, já robustos, se convertem em hábeis nadadores, toda a colônia regressa ao mar e efetua grandes migrações até a primavera seguinte.
Focas verdadeiras
As focas verdadeiras carecem de pavilhões auditivos externos. O pescoço é mais curto, menos flexível e as nadadeiras anteriores são menos desenvolvidas. Quando estão fora d'água, locomovem-se arrastando-se pelo chão. Os elefantes-marinhos são as maiores focas e receberam esse nome não apenas devido a seu tamanho, mas também pela presença, nos machos, de uma tromba curta ou proboscide, que pende sobre a boca.
Caça
A carne e a gordura são empregadas na alimentação e combustível. A pele, duríssima, é utilizada para encobrir embarcações pequenas e fazer diversos tipos de roupas. Os ossos são transformados em instrumentos e armas. Até as vísceras são úteis, como alimento para os cães de trenó.
Os pinípedes são perseguidos pelas grandes e ferozes orcas (baleias carnívoras) e pelos ursos-brancos. Porém, seus inimigos mais implacáveis são os caçadores profissionais, que os matam para vender a pele e a gordura derretida: de um elefante-marinho podem-se extrair quase 1.000 litros de banha. Hoje, as leis restringem sua caça a fim de evitar-lhes a extinção.
Mergulho
Na busca de peixes, moluscos e crustáceos alcançam freqüentemente profundidades de 60 metros. Nessas incursões contam com um sistema de proteção que lhes permite ficar imerso por cerca de 20 minutos, sem correr o risco de asfixia nem o de rompimento dos tímpanos pela forte pressão pois, assim que mergulham, o canal auditivo é protegido por um músculo que obstrui sua entrada. As pulsações do coração vão caindo de cem para dez por minuto e, assim, o oxigênio dos pulmões é consumido mais lentamente. No mergulho, diminui a irrigação sangüínea da pele, passando mais sangue pelo coração e cérebro, órgãos que necessitam de oxigenação perfeita. Suas narinas são naturalmente fechadas - importante para que não sufoquem -, só se abrindo com esforço voluntário.
Urso-Marinho
O urso-marinho do hemisfério sul, que habita as costas antárticas é uma das 14 espécies que compõem o grupo dos Otarídeos (pinípedes com pavilhões auditivos externos). São animais polígamos e, no princípio de outubro, reúnem-se nas praias, formando colônias reprodutoras formadas por milhares de indivíduos.
As fêmeas reprodutoras se alimentam exclusivamente de um crustáceo chamado krill. Os machos também comem pingüins e peixes. Embora muitos dos otarídeos tenham sido dizimados pela caça, a população de ursos-marinhos do sul, que esteve à beira da extinção em fins do século XIX, atualmente soma entre 700 mil e um milhão de indivíduos.
Leopardo-Marinho
O leopardo-marinho, a mais feroz das focas, caça mamíferos para comer. Geralmente solitário, é inimigo dos pinguins.
Por vezes sozinhas descansam na areia, tímidas, nervosas, ansiosas pela protecção da mãe. O olhar triste mas ao mesmo tempo curioso transmite toda a magia deste mundo brilhante que é a natureza...----Não vos vou massacrar mais com focas. No entanto gostaria de dizer que é mágico viver num mundo onde a espaços se podem observar milagres: o milagre da vida, o nascimento, a luta pela sobrevivência. A história das focas em inglaterra é uma historia de sucesso. Este ano já nasceram quasse mil novas focas e a população aumenta, é respeitada e protegida pelo homem que sabe ter ali um tesouro. um tesouro que se tende a perder se não tivermos o bom senso de o preservar, proteger, admirar e amar.Sou feliz pelo que faço e pela oportunidade que tenho de poder mostrar pequenos milagres. Obrigado aos que olham esses pequenos milagres da nossa mãe natureza.
A caça à foca é um dos meios de vida tradicionais dos povos dos países que circundam o Oceano Árctico e o Atlântico Norte. A caça à foca na Noruega baseia-se fundamentalmente em focas da Gronelândia e focas de mitra. Os stocks de ambas as espécies encontram-se em crescimento e nenhuma delas está ameaçada. A caça à foca na Noruega tem lugar no Mar de Barents, fora da foz do Mar Branco, na zona económica russa (a camada de gelo oriental), e ao largo d Gronelândia (a camada de gelo ocidental). As quotas norueguesas são estabelecidas com base em recomendações científicas do CIEM – Conselho Internacional para a Exploração do Mar, da CPANE – Comissão de Pescas do Atlântico do Nordeste e do Instituto de Investigação Marinha na Noruega. As referidas recomendações são utilizadas como base para a elaboração de um regime de gestão multi-espécies, que leva em conta, por exemplo, o modo como a captura de focas irá afectar outras espécies. Em 2007, a quota total da Noruega abrange 46 200 focas adultas, 15 000 na camada de gelo oriental e 31 200 na camada de gelo ocidental. A Rússia é responsável pela gestão do stock de foca da Gronelândia no camada de gelo oriental, ao passo que os stocks no camada de gelo ocidental se encontram sob a jurisdição da lei de pescas de diversos países, vivendo parcialmente em águas internacionais.A caça à foca na Noruega é uma gestão de recursos saudávelAo todo, existem cerca de oito milhões de focas de mitra e da Gronelândia no Atlântico Norte, quase três milhões das quais se encontram nas zonas em que a caça à foca da Noruega ocorre. Os stocks de ambas as espécies encontram-se em crescimento.
De forma a manter os stocks de focas a um nível razoável, é necessário capturá-las. Os requisitos energéticos diários de uma foca da Gronelândia são equivalentes a 2,5-3 quilogramas de arenque ou capelim. Os vastos stocks de focas estão a provocar consumos avultados dos stocks de diversas espécies de peixes, incluindo algumas das utilizadas para consumo humano. No nordeste do Atlântico, as focas da Gronelândia por si só comem a mesma quantidade de arenque que é capturada por toda a frota pesqueira norueguesa.Se a população de focas se tornasse demasiado grande, algumas espécies poderiam deslocar-se por longas distâncias com a finalidade de encontrar alimento. Em certas alturas, esta situação teve como resultado invasões maciças de focas ao longo da costa norueguesa. Os animais consomem grandes quantidades de peixe que, de outra forma, seriam utilizadas como alimento pelos seres humanos, para além de causarem amplos danos aos materiais de pesca e instalações de aquicultura. Além disso, houve milhares de focas que se afogaram ao ficarem enredadas em redes de pesca.
As diferentes espécies marinhas influenciam-se umas às outras tanto de forma directa como indirecta. As pessoas com responsabilidade pela sua gestão têm de tomar em conta as referidas interacções. Caso se decida realizar captura num stock, os efeitos desta decisão sobre as outras espécies têm também de ser tidos em consideração. Este é um princípio de aceitação geral, aplicável à gestão de todas as espécies selvagens que não se encontram ameaçadas.
Subsídios devidos a razões ambientaisDurante muito tempo, o mercado de procura de peles de foca era fraco, reduzindo a lucratividade da indústria da caça à foca. No entanto, o preço das peles subiram nos mais recentes anos e a maior parte do rendimento proveniente da caça à foca ainda provém da venda de peles. Há ainda um interesse crescente em outros produtos, tais como a carne, gordura e carcaças, incluindo o óleo de empanque para fins medicinais.A caça à foca na Noruega tem actualmente o apoio do estado. Este facto é necessário para garantir uma saudável regulamentação dos stocks de focas e para manter as aptidões tradicionais de caça, de modo a que as populações de focas possam continuar a ser adequadamente controladas. Ao mesmo tempo, estão a ser empreendidos esforços resolutos para o desenvolvimento de mercados para novos produtos derivados da foca, de modo a que a indústria se possa tornar independente de subsídios.
A Noruega tem uma legislação severa e pormenorizada da caça à foca, incluindo as datas da época de caça à foca, as quotas, os métodos de abate, a formação obrigatória para os caçadores de focas, a aprovação de barcos e a inspecção.De acordo com a legislação, os animais têm de ser mortos o mais rapidamente, de forma humana e não dolorosa que seja possível. Os únicos tipos de equipamento que os caçadores de focas noruegueses têm permissão para utilizar são espingardas e o hakapik (uma espécie de cavilha). As focas adultas são abatidas com espingardas, ao passo que as crias são mortas com espingarda ou com o hakapik. O hakapik pode parecer primitivo, mas na verdade é um instrumento eficaz que atordoa o animal de imediato e o mata com rapidez. A legislação norueguesa não permite a captura de crias em amamentação ou, por outras palavras, crias que não foram abandonadas pelas mães. Os caçadores de focas têm de tirar um curso e fazer um teste de tiro todos os anos antes da época da caça à foca. Todos os barcos de caça à foca transportam um inspector a bordo. Os inspectores são veterinários ou têm formação equivalente, e estão sob alçada directa das autoridades piscatórias.
NOME: foca comumNOME EM INGLES:Harbor SealNOME CIENTÍFICO: Phoca vitulina FILO: Chordata CLASSE: MammaliaORDEM: Pinnipedia FAMÍLIA: PhocidaeCARACTERÍSTICAS: Comprimento: até 1,80 mPESO: Até 100 kg - O leite tem 45% de gordura Alimentação: Camarão para os filhotes, 4,5 kg de peixe por dia para os adultos
A foca comum, também conhecida como foca das portas, costuma ser avistada pelos pescadores de bacalhau até a altura da calota glacial ártica. Ela nunca é encontrada sobre a calota mas flutua em banquisas ao largo da costa da Groelândia. É exímia nadadora e tem a cor cinza-azulada das ondas do mar. A foca alimenta-se de peixe, que gosta de pegar em águas calmas. Prefere as baías de água límpida com alguns rochedos e areia.Reprodução: Os machos se tornam sexualmente maduros quando atingem o peso de 75 kg; as fêmeas amadurecem com aproximadamente 50 kg. Isto acontece entre 3 e 7 anos de idade para machos e a 2 a 6 anos para fêmeas. Enquanto a estação acasalando varia entre a subespécie diferente, geralmente acontece do início ao fim da primavera. Aproximadamente 6 semanas depois que eles dêem à luz ao filhote de foca, as fêmeas entram em cio novametne. O período de gestação dura entre 9 e 11 meses, e normalmente só 1 filhote de foca nasce cada ano. Os filhotes nascem em maio, numa ilha do Ártico. Depois de 5 ou 6 meses de aprendizado, os filhotes já nadam bem o bastante para seguir os adultos ao mar.A colônia vai para o sul, para os locais onde se alimenta no verão e outono. No outono, algumas focas seguem marés altas rio acima, até lagos de água doce. Encontram-se focas ao longo de todas as costas oceâncicas da América do Norte e Eurásia. A maior ameaça à foca comum é a caça aos seus filhotes, cuja pele é muito cobiçada. Muitos esforços estão sendo empreendidos para evitar a sua extinção.
Muitos ainda recordam as inúmeras campanhas nas décadas de 70 e 80 contra a matança das focas bebés à paulada, mas apenas poucos percebem que o número de focas a serem mortas cresce a cada ano que passa. Em 2002, durante a época de caça oficial, foram assassinadas mais de 300.000 espécimes.O Governo Canadiano parece ter declarado guerra a estes animais, e nos próximos 3 anos prevê-se que cerca de 1 milhão de focas sejam brutalmente mortas. Este número leva-nos a crer que estamos perante a maior e mais devastadora caça que alguma vez a história testemunhou.O Governo Canadiano está a servir-se destes animais, numa tentativa descarada de os tornar seus bodes expiatórios, de forma a proteger o seu comércio de pesca. A verdadeira razão para o défice das populações que vivem do comércio do peixe tem mais a ver com o aumento populacional destas, daí ser eticamente errado servir-se da caça às focas para que lhes sejam pagos os subsídios governamentais.Na verdade, reduzir o número destes animais pode empecer a indústria da pesca do bacalhau, uma vez que as focas bebés atacam as espécies que, por sua vez, atacam o bacalhau. A situação não é tão simples, quanto o governo canadense quer fazer parecer, e as focas estão a ser usadas por conveniência política de funcionários pouco visionários.O Governo Canadiano aumentou o número de focas a serem legalmente abatidas nos próximos dois anos para 350.000, e 275.000 no seguinte. Acreditamos que este número não pode ser justificado por estudos científicos, como nos querem fazer crer, e não toma em consideração as mudanças climatéricas que têm efeito na qualidade de vida dos focídeos.No decorrer dos últimos anos, devido a um aumento nas temperaturas sazonais, o gelo no golfo de St. Lawrence e na Terra Nova (as principais áreas de caça) tem derretido antes do previsto. Ora, isto é extremamente importante para os focídeos, pois as focas bebés passam várias semanas no gelo depois de nascerem. Se o gelo derreter, elas vão afogar-se, pois com várias semanas são ainda incapazes de nadar. No ano transacto, este problema foi de tal modo grave, que muitos bebés desta espécie desapareceram. As previsões meteorológicas prevêem que o mesmo irá acontecer este ano!A situação é tão séria, que não podemos simplesmente recostar-nos e assistir o Governo Canadiano a cometer crimes horrendos contra a Natureza.
Em 1983 a União Europeia baniu a importação de produtos oriundos da caça às focas bebés. Consequentemente, em 1987, a “Royal Canadian Comission” recomendou a proibição da matança destes focídeos. Em 1993 as “Marine Mammal Regulations” canadianas (leis que regulam a vida dos mamíferos marinhos) reformaram esta norma, proibindo o comércio de peles brancas ou de peles dos progénitos da raça “blueback” (conhecidas por apresentaram uma mancha azulada no lombo). Mas na realidade estas medidas só alteraram um pouco a situação.Isto significa que agora uma foca nórdica pode ser legalmente morta assim que comece a perder a sua pele branca, o que sucede aproximadamente ao 10º / 12º dia após o seu nascimento, enquanto as de raça “blueback” são assassinadas por volta dos 15 / 16 meses, quando a sua mancha azulada começa a desvanecer.Sendo que os produtos desta caça não estão totalmente proibidos pela lei de interdição de comércio da União Europeia, vários estilistas deste continente continuam a usar a pele de foca na confecção das suas colecções. Para além disso até a carne e o óleo de foca são importados para a Europa.A caça às focas tem sido objecto de uma rigorosa gestão desde os anos 70, mas o número de animais a serem abatidos anualmente é unicamente justificado pelas exigências de mercado, e nunca por evidências científicas. Por isso mesmo, a meados dos anos 90, a matança aumentou consideravelmente, uma vez que os subsídios do governo aos caçadores os encorajava a matar ainda mais focas.A morte destes animais que contam apenas alguns dias de vida é, em si, ofensiva, mas se pensarmos no modo como são caçados, o cenário torna-se ainda mais aterrorizador. Ainda no início da época oficial da caça, que começou no passado dia 15 de Março, muitas focas nórdicas estavam a ser mortas à paulada ou picadas com um gancho. Na altura do degelo elas irão ser abatidas a tiro de carabina.Mas porque a caça às focas é perpetrada por caçadores em traineiras, ou em barcos em movimento, estas focas são mortas (ou fatalmente lesadas), mas nem todas são levadas para exploração, ficando a agoniar até à morte.O número de focas brutalmente mortas por ano é calculado pelas transacções comerciais, o que nos leva a considerar que o número real é bastante maior. Aliás, no passado, o número legal de focas a serem abatidas foi largamente ultrapassado, e os oficiais responsáveis pela regulamentação desta caça preferiram “fechar os olhos”, ao invés de censurar ou até condenar os caçadores.O Governo do Canadá afirma que a caça comercial às focas é levada a cabo segundo princípios de sensibilidade humana e bem regulamentada, mas veterinários independentes discordam. Em 2001 uma equipa observou o trabalho dos caçadores, e analisou as carcaças deixadas no gelo. Concluíram então que 79% destes predadores nem sequer verificavam se o animal estava realmente morto aquando do seu esfolamento. Em 40% dos casos, o animal teve de ser alvejado ou batido uma segunda vez, e espantosamente, 42% destes focídeos estavam conscientes quando esfolados. Apesar destas informações terem chegado ao Governo Canadiano, nenhuma prossecução teve resultado.Entretanto, outros dados vão indignando o resto do mundo, uma vez que todos os produtos derivados da caça às focas têm mais a ver com luxo, do que com necessidade. Na verdade, muitas carcaças são deixadas para trás durante a caça, revelando que o que importa não é a carne destes animais, mas as suas peles, para que sejam vendidas à indústria da moda.Efectivamente, desde há muito tempo, os oficiais do governo canadense tentam estudar novos proveitos para fundamentar esta caça, mas a única parte destes animais que pode ser economicamente profícua é a sua pele. Uma pele que serve apenas a fútil indústria da moda, para que terceiros se possam adornar com uma beleza que não é a sua!
Apenas o uso se reduziu, pois por um período de tempo se tornou politicamente incorreto o uso de filhotes (e muitos filhotes, para confeccionar um casaco de pele). Mas, as grandes griffes estimulam novamente o seu uso. Propagandas de casacos de pele recomeçam (o caso da modelo brasileira Gisele).
Devemos, muitas vezes nos envergonhar de nos considerar seres humanos ( Homo sapiens). Não existe sapiência nenhuma nesse massacre.
Isso é a realidade dos casacos de pele - e são apenas os filhotes!!! Como esse abaixo!!!!!!! Achas justo????????? Desejas um????? Então carregue consigo a morte de mais um mamífero em extinção!!
Isso é o Canadá - grande país!!! Subdesenvolvido ecologicamente, num planeta com grande número de espécies em extinção e quase 10 bilhões de Homo sapiens.
Pela primeira vez desde 2005, Sea Shepherd Conservation Society partirá para o norte ao meio dos blocos de gelo do leste do Canadá para defender as focas bebês das impiedosas pauladas dos canadenses caçadores de focas. O Navio da Sea Shepherd, Farley Mowat, partiu dia 24 de março com uma equipe internacional de voluntários para dentro do amontoado gélido do Golfo de St. Lawrence, atuando mais uma vez como guardiões do mar em defesa dos filhotes de focas harpa.
O Ministro das Pescas do Canadá, Loyola Hearn, fixou a cota de focas a serem mortas este ano em 275 mil, 5 mil a mais do que no ano passado, sem qualquer justificativa científica e sem qualquer justificativa mercantil. Ao anunciar a nova cota, Hearn disse que a matança de focas tem sido aperfeiçoada com novas regras para deixar a caça mais “humana”. As novas regras estão sendo impostas numa tentativa de convencer o Parlamento Europeu a não proibir os produtos feitos com foca na Europa. O Canadá está gastando uma pequena fortuna enviando delegações à Europa para pedirem pelo direito de continuarem massacrando os filhotes de focas. Exigem, as novas regras, que os caçadores de focas cortem as artérias sob as nadadeiras desses animais após terem sido baleados ou abatidos a pauladas.
A Sea Shepherd tem trabalhado para remover o mercado dos produtos feitos com foca assim como tem montado impressionantes confrontos no gelo para, fisicamente, salvar as focas das cruéis pauladas dos caçadores. A caça às focas só sobrevive devido aos subsídios doados pelo governo do Canadá à indústria desse ramo. Isso tem se tornado um sistema próspero e glorificado onde, em troca da matança de focas por algumas semanas, os caçadores podem se habilitar para o seguro-desemprego pelo resto do ano.
“Eles dizem que é parte da cultura deles,” disse Capitão Watson, presidente e fundador da Sea Shepherd, tendo o próprio crescido numa vila de pesca ao Leste de uma província canadense em New Brunswick. “É uma cultura baseada todos os anos na cruel matança a pauladas de focas bebês por algumas semanas, e beberem Canadian Club (whisky) e cervejas no resto do tempo. É uma cultura que qualquer Marítimo com meio cérebro deixou há muitas gerações.”
Além dos perigos do gelo espesso e do clima traiçoeiro, a equipe da Sea Shepherd enfrenta a ameaça de violência dos caçadores e a ameaça de prisão do governo do Canadá, pois, sob as regulamentações da Proteção Canadense Às Focas, é ofensa criminal testemunhar ou documentar a matança sem permissão do governo. Em 2005, 11 membros da Sea Shepherd foram presos depois de terem sido atacados por caçadores no gelo. Apesar de atingidos por pauladas, socos e chutes, nenhum caçador foi preso pela agressão. O ataque foi filmado e os agressores, identificados, e mesmo assim a Polícia Montada Real Canadense afirmou que não houve evidências suficientes para acusar os caçadores. A equipe da Sea Shepherd foi presa e multada por se aproximar cerca de meia milha náutica de uma foca sendo morta.
Capitão Watson tem lutado durante toda a sua vida contra o massacre das focas no Canadá. A caça comercial foi suspensa em 1984 e ressuscitada em 1994.
“Todas as nossas vitórias são, de costume, temporárias,” disse Watson. “Infelizmente nossas derrotas são, de costume, permanentes.”
A Sea Shepherd voltará seus olhos à situação das focas. Para fora das profundezas congelantes da Antártida, e dentro do refrigerador setentrional ao Leste do Canadá, seja salvando baleias, seja salvando focas, o trabalho dos guardiões do mar continua.
AS FOCAS ESTÃO CONTANDO CONOSCO PARA PROTEGÊ-LAS
A Sea Shepherd Brasil é uma ONG sem fins lucrativos que luta pela preservação da vida marinha em todo o país. Filie-se a nós. Visite nosso site e colabore:
http://www.seashepherd.org.br/
No norte da Alemanha, os ambientalistas estão comemorando um novo baby-boom. Desde novembro passado, 55 novas focas cinzas nasceram nas praias de Helgoland - ilha no Mar do Norte que é um paraíso para a vida selvagem da região. A novidade confirma que as focas cinzas estão de volta ao pedaço. Em apenas dois anos, o número de bebês dobrou. O novo baby-boom pode ser explicado por uma legislação ambiental rigorosa – adotada pela Alemanha nos anos 70 – que passou a proteger essas espécies. Desde 1974, por exemplo, está proibida a caça de qualquer espécie de foca na Alemanha. Foi preciso, no entanto, esperar dez anos para festejar a chegada das primeiras focas cinzas adultas com coragem de botar o nariz novamente na ilha de Helgoland. E mais uns cinco anos até ver o primeiro bebê dar o ar de sua graça. “Leva tempo até que uma espécie consiga retornar”, explica a bióloga Tanja Rosenberger, chefe da Seehundstation Friedrichskoog – uma das duas estações de reprodução e pesquisa que ajudam a preservar a espécie na Alemanha. Segundo Tanja, o número de bebês vem crescendo nos últimos anos porque mais e mais fêmeas que nasceram em Helgoland estão se tornando adultas e voltando para dar à luz em suas praias. As fêmeas podem ser mães a partir dos três ou quatro anos de vida. Já os machos, só a partir dos oito ou dez anos. Pelas estimativas de Rolf Blädel, um dos responsáveis pela proteção ambiental em Helgoland, nas próximas duas ou três fornadas, deverá nascer uma centena de foquinhas. Blädel explica que, desde 1981, as águas até três milhas náuticas ao redor de Helgoland têm status de Parque Nacional – chamado de Naturschutzgebiet Helgoländer Felssockel. “Qualquer um que seja pego desafiando a lei dentro dos limites do parque é obrigado a pagar multas pesadíssimas, que podem chegar a 10 mil euros”, estima Blädel. Vigilante ambiental do parque desde 1989, Blädel zela, ao lado do colega Dieter Siemens, para que as focas estejam sempre sãs e salvas – e reproduzindo em paz. Os dois patrulham as praias da região em longas caminhadas, sem se importar com as condições climáticas da ilha – nem sempre favoráveis ao homem. Foi assim que Blädel viu o nascimento de Emma, a primeira foquinha cinza a sobreviver da leva de novos partos: “Os primeiros nascimentos aconteceram em outubro de 2007, mas as foquinhas não sobreviveram porque nasceram prematuras. No dia 12 de novembro, Emma veio ao mundo. Pesava quase dez quilos, e eu a deixei ‘voar’ ao continente. Ela foi para a estação de focas de Frikedrichskoog e sobreviveu”. Com a ajuda do leite materno, que apresenta mais de 60% de gordura, os bebês ganham cerca de dois quilos por dia. Depois de três a quatro semanas de vida, já perderam a pele branca e são desmamados – precisam descobrir como prosseguir sozinhos. Uma fêmea adulta pesa até 180 quilos, um macho até 220. O que corresponde a uma fome de peso. A boa qualidade da água de Helgoland e a sua abundância em peixes ajudam a garantir uma alimentação farta. “Um adulto da espécie precisa de dez quilos de peixe por dia para ficar satisfeito”, diz Blädel. O vigilante conhece bem a região. De 1979 até 2006 atuou como chefe da polícia náutica que patrulhava as águas ao redor da ilha. “Na costa da Alemanha, há barcos da alfândega e de controle da pesca ilegal. Todos estão à procura de pescadores e dessa forma ostensiva conseguem mantê-los longe de toda a área”, explica. Navegar dentro dos limites do parque nacional só é permitido aos que vivem em Helgoland – e é obrigatório que o barco seja licenciado no próprio porto local. Bem em frente da ilha, a apenas cinco minutos de barco, ficam as praias de Dune – ilhota disputada não só pelas focas cinzas, mas também por leões-marinho e por inúmeras espécies de pássaros. A bióloga Tanja conta que Dune se tornou especialmente atraente nos últimos anos por conta das condições desfavoráveis perto da ilha de Sylt (no estado de Schlewig-Holstein), onde as focas também gostam de dar à luz. “Tivemos várias tempestades na região, então as fêmeas procuraram lugares melhores, como as praias de Dune”. Nas colônias nas praias do Mar do Norte e no Mar Báltico, as focas cinzas coexistem pacificamente com as focas ‘harbor’ – a outra espécie da Alemanha. Maiores predadores do país, as focas cinzas não têm nenhum inimigo natural. Apenas o homem, como lembra a bióloga: “Há dois mil anos, o maior problema para as focas cinzas era a caça. E esse continua a ser um problema no Mar Báltico até hoje”. Depois de permanecerem por séculos longe das praias continentais da Europa – além do perigo da caça, havia a ameaça dos pescadores, que as consideravam concorrentes na busca dos peixes mais procurados – as focas encontram agora um porto seguro em Helgoland. Mesma sorte não têm as que freqüentam as águas mais ao norte. Segundo Rolf Blädel, na Escandinávia elas ainda são caçadas para serem dadas como alimento aos cães que puxam trenós. “Na Alemanha, nossos pescadores precisam – alguns ainda rangendo os dentes – aceitar e conviver com elas.”, diz o vigilante.
Um grupo de manifestantes convocaram um boicote à caça às focas no Canadá, que já é habitual nesta época no ano. As imagens são chocantes e levam a fortes protestos. Os caçadores que participam nesta temporada de caça defendem uma tradição que já existe há 150 anos. Um grupo de manifestantes convocaram um boicote à caça às focas no Canadá, que já é habitual nesta época no ano. As imagens são chocantes e levam a fortes protestos. Os caçadores que participam nesta temporada de caça defendem uma tradição que já existe há 150 anos. Este ano os adversários da caça a estes animais estão a fazer uma pressão ainda maior sobre o governo do Canadá, através da convocação de um boicote, por parte da Sociedade Humanitária Americana, aos produtos da indústria pesqueira canadense, que move biliões de dólares. O Fundo Internacional para o Bem-Estar dos Animais (Ifaw, na sigla em inglês), está também a enviar observadores para os locais onde a caça vai decorrer até final do mês de Maio. O Ifaw em conjunto com outros grupos estão determinados em documentar o que se chama "maior massacre comercial de mamíferos marinhos do mundo". Phyllis Campbell-McRae, directora do Ifaw, disse que a caça é bárbara e cruel, acrescentando que "autópsias e relatos de veterinários mostram que muitos desses animais ainda estão vivos quanto têm a pele retirada". O coordenador governamental da temporada de caça, Roger Simon, insiste que actualmente a caça é "humana" e cita um estudo da Associação de Veterinários Canadenses que diz que há um "sofrimento mínimo" para os animais. Durante as manifestações contra a caça destes animais marinhos ocorreram já confrontos entre os manifestantes e os caçadores, levando à prisão de alguns activistas.
A cena é chocante. O caçador se aproxima de sua presa, um bebe foca com menos de três meses e com um porrete bate na nuca do animal. O filhote sem poder se defender, por que ainda não sabe nadar e é muito lento no gelo, agoniza enquanto o homem com a ajuda de um facão retira a parte mais valiosa do animal, a lanugem, pele grossa e felpuda dessa fase da infância, e isso acontece muitas vezes com o animal ainda vivo.O governo canadense alega razões econômicas e ecológicas para o massacre, informando que a super população desses animais no Atlântico Norte, estimada em cinco milhões, estaria reduzindo o estoque de bacalhau, onde a foca é seu maior predador.Contudo, esquece de mencionar que o aumento desordenado da indústria pesqueira na região também é responsável pela diminuição do pescado.
A União Europeia (UE) decidirá até o final deste mês, se proibirão a importação de peles de focas, o que poderia destruir a caça comercial canadense.Tentando conter a fúria dos ecologistas, o Canadá anunciou que estabelecerá novas medidas para que a caça de focas seja menos cruel e evitar que os países europeus imponham o embargo à importação de peles desses animais. Neste ano, será permitido o abate de 270 mil focas, das quais cinco mil serão destinadas aos caçadores indígenas.Conforme informação do Ministério da Pesca canadense, foram adotadas medidas para garantir que a caça seja realizada de “forma humana”, em conformidade com recomendações do “Grupo Independente de Trabalho de Veterinários”. As novas normas obrigarão os caçadores a cortar as artérias dos animais para assegurar que eles morram de forma rápida e reduzir, assim, seu sofrimento.O Governo Canadense alega que 98% das mortes são sem crueldade, enquanto que organizações de direitos de defesa dos animais, como a IFAW (International Fund for Animal Welfare) estimem que 40% estariam conscientes quando despelados.
A Greenspirit e a Respect for Animals também atuam em defesa das focas.
Porque tem que ser assim?
O animal selvagem sou eu, mas a bestialidade é do Homem.
Vi no Globonews.
A caça à foca canadense é o maior massacre de mamíferos marinhos da terra. Mais de um milhão de filhotes foram mortos por causa da sua pelagem nos últimos quatro anos. Você pode ajudar a acabar com essa atrocidade.
O Ministério do Meio Ambiente da Dinamarca informou no sábado (23) que detectou um foco da chamada "peste das focas" na ilha de Anholt e alertou para uma possível propagação da doença, à semelhança do que ocorreu em 2002, quando 30% da população desse mamífero morreu."A peste das focas, que pode se propagar em águas dinamarquesas, assim como em outros países do norte da Europa, pode causar a morte de milhares de focas", advertiu o Ministério do Meio Ambiente.A "peste das focas" foi detectada na reserva da ilha de Anholt, na fronteira da Dinamarca e Suécia. No mesmo lugar houve registro de duas epidemias, em 1988 e 2002, que provocaram, respectivamente, a redução de 60% e 30% da população desses mamíferos no país, e que invadiram os países vizinhos."Em tempos normais, descobrimos dezenas de focas mortas durante todo o ano. Desde terça-feira, já contamos 41 mortes", afirmou Morten Abildstroem, da Divisão Dinamarquesa de Bosques e Natureza, em Anholt.O órgão teme que os cadáveres das focas apareçam nas praias dinamarquesas nos próximos meses. A "peste das focas" não é contagiosa para os seres humanos, mas pode ser transmitida para os cães.O vírus da peste, chamado PDV - Phocine Distemper Virus, provoca infecções pulmonares mortais que não podem ser evitadas.
Abaixo-assinado contra o massacre de focas no Canadá - Todos os anos centenas de bebês focas são mortos a paulada no Canadá e em diversos outros países, para terem sua pele usada na fabricação de casacos. A Fundação Brigitte Bardot vem lutando há décadas contra essa atrocidade.
Contra o comércio de peles. - Petition against selling of true fur in fashion catalog.
Mande faxes contra o comércio de pele de cães e gatos - Para ler investigação feita pela Humane Society of the United States em Português clique aqui
Contra a fábrica de casacos de pele Burlington - Que vende casacos com detalhes em pele de cães da Mongólia
Contra a venda de casacos de pele - Considerando que existem tanatas alternativas sintéticas, criar animais em espaços minúsculos, privá-los de movimento e Sol e depois matá-los por asfixia ou eletrocução é inadmissível.
Pela proibição da venda de peles
Pelo fim da importação de pele - Já que a maioria vem da Ásia e trata-se pele de cães e gatos.
Sea Shepherd partirá para o norte ao meio dos blocos de gelo do leste do Canadá para defender as focas bebês dos canadenses caçadores de focas. Isso porque o Ministro das Pescas do Canadá, Loyola Hearn, fixou a cota de focas a serem mortas este ano em 275 mil, 5 mil a mais do que no ano passado, sem qualquer justificativa científica e sem qualquer justificativa mercantil. Ao anunciar a nova cota, Hearn disse que a matança de focas tem sido aperfeiçoada com novas regras para deixar a caça mais “humana”. As novas regras estão sendo impostas numa tentativa de convencer o Parlamento Europeu a não proibir os produtos feitos com foca na Europa. O Canadá está gastando uma pequena fortuna enviando delegações à Europa para pedirem pelo direito de continuarem massacrando os filhotes de focas. Várias entidades têm trabalhado para remover o mercado dos produtos feitos com foca assim como tem montado impressionantes confrontos no gelo para, fisicamente, salvar as focas dos caçadores. A caça às focas só sobrevive devido aos subsídios doados pelo governo do Canadá à indústria desse ramo. (com informações Sea Shepherd)
Beijos para todos;)